terça-feira, 4 de agosto de 2015

OBRA SUSTENTÁVEL


Os resíduos da construção civil não devem ser desperdiçados
Quando o assunto em debate é a construção civil, é inevitável abordar a importância que a área possui no país. O destaque, no entanto, infelizmente não abrange apenas um cenário favorável: ao mesmo tempo em que figura como um dos setores que mais geram riqueza e postos de trabalho no Brasil, a construção civil é também uma das principais geradoras de resíduos. Quase a totalidade dos processos do setor produz resíduos, o que se deve principalmente ao alto nível de perdas da atividade. Ainda que nem toda perda gere rejeitos (já que uma parte dela fica na obra), dados da Abrecon – Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição, apontam que os resíduos chegam a representar 50% do material desperdiçado no segmento. O número alarmante dá uma boa ideia da imensa quantidade de materiais de construção que se descarta todos os dias em decorrência das obras.

Segundo a Abrecon, os resíduos chegam a representar 50% do material desperdiçado na construção

A problemática da geração desses resíduos se agrava ainda mais quando a ela se soma outro fator preocupante: grande parte não recebe a destinação correta, e acaba por ser deixada clandestinamente em terrenos baldios, áreas de preservação permanente, vias e logradouros públicos. Neste quadro, a disseminação de uma cultura de tratamento, reciclagem e reutilização no setor se apresenta como uma questão cada vez mais urgente dos nossos tempos, em que a sustentabilidade ambiental deve ser encarada como aliada indispensável do desenvolvimento econômico. Vale lembrar que o atual momento do Brasil aquece ainda mais o debate acerca dos impactos da construção civil.

Em definição da Abrecon, o Resíduo da Construção e Demolição (RCD) ou Resíduo da Construção Civil (RCC) é todo resíduo gerado no processo construtivo, de reforma, escavação ou demolição. Desta forma, pode-se dizer que o entulho inclui os restos de tijolo, argamassa, concreto, madeira, aço e outros materiais advindos da construção, reforma e/ou demolição de estruturas diversas como residências, pontes e prédios.

A PNRS regulamenta o manejo correto dos resíduos
Se a geração desses resíduos se tornou um grande obstáculo a ser ultrapassado pelo setor da construção civil, que se vê em meio ao desafio de conciliar seus processos de produção com um desenvolvimento consciente, a alternativa da reciclagem e do reaproveitamento se apresenta como solução. A importância de escolher este caminho ainda é respaldada pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) ou Lei 12.305/2010, que regulamenta o manejo ambientalmente correto dos resíduos sólidos e define metas de reutilização, redução e reciclagem. A lei, que visa minimizar o nível de rejeitos para destinação final, demanda a participação de todos os setores da sociedade, e certamente engloba a mudança de postura de empresários do ramo da construção.

Outros resíduos gerados em obras são efluentes como a lama bentonítica na etapa de escavações e perfurações, e a água residuária composta de esgotos domésticos.  Se esses efluentes não forem tratados adequadamente, ocasionam a poluição do solo e corpos d’água, além de ações passíveis de penalizações e até interdição da obra por parte dos órgãos responsáveis.

O armazenamento dos efluentes deve estar de acordo com a NBR 7229 da ABNT, que determina as condições para construção e operação de tanques sépticos, tratamento e disposição de efluentes e lodos sedimentados, não sendo permitido o uso de valas a céu aberto ou de caixas sem tampas adequadas. A norma também estabelece que os efluentes dos refeitórios passem previamente por caixa retentora de gordura, antes de serem levados para tratamento.

Fonte:www.teraambiental.com.br

QUEM É O TÉCNICO EM EDIFICAÇÕES?



O Técnico em Edificações, sob supervisão de engenheiros ou de arquitetos, é o profissional responsável pela condução técnica de trabalhos de edificação, prestando assistência no estudo e desenvolvimento de projetos, pesquisas e instalações, orientando e coordenando serviços de instalação, manutenção e restauração, fornecendo assistência técnica na compra, venda e utilização de produtos especializados. É capaz de desenvolver estudos preliminares de projetos de edificações, desenhar e interpretar projetos civis, aplicando as normas técnicas e regulamentos de construção e de instalações vigentes, instalar e gerenciar canteiros de obras, elaborar e desenvolver projetos dentro dos limites estabelecidos pelos conselhos regionais e organizar o processo de licenciamento de obras.

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